quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Raiz Comovida, Vindima de Fogo. 1979

(...)Não tenho dúvidas em reafirmar que raríssimos são os que hoje, no nosso País, possuem esta soberba escrita: plástica, rica, rija, doseando um classicismo sabiamente assumido com a modernidade merecedora de que lhe chamem assim. O poder evocativo, a recriação (por vezes impressionante) de lugares, atmosferas, figuras são, do mesmo modo, magistrais. Uma lição, as bruscas mudanças no embalo da frase.
O episódio da Girafa é uma obra-prima. Ele bastaria para “fazer” um livro e afirmar um autor.

Fernando Namora

Sem comentários:

Cyrano de Bergerac

Cyrano de Bergerac
Eugénio Macedo - 1995

TANTO MAR

A Cristóvão de Aguiar, junto
do qual este poema começou a nascer.

Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores.

Manuel Alegre
Pico 27.07.2006