sexta-feira, 6 de março de 2015
Cristóvão de Aguiar, Cinquenta anos de vida literária. Casa Museu Guerra Junqueiro, 18 de Abril de 2015, pelas 15H00.
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Secção: HISTÓRIA DE PORTUGAL, Lançamentos, Raiz Comovida
terça-feira, 6 de julho de 2010
Cristóvão de Aguiar, justamente referenciado pelo escritor João Luís de Medeiros, numa entrevista que deu ao jornal Correio dos Açores.
“Como estamos na alvorada do século XXI, numa época em que as religiões, o futebol, as drogas ilícitas, a glorificação hedonista são alguns dos capitais mais negociáveis na esfera do globalismo, o escritor (operário da escrita) tanto pode ser um cúmplice do negócio vigente ou sujeitar-se à missão de ‘subversivo’ da alternativa...”, afirma o poeta e escritor João Luis de Medeiros.
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Secção: AÇORES, COIMBRA, críticas literárias, Cultura, curiosidades, Raiz Comovida
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
CORREIO DOS AÇORES ENTREVISTA: Tertúlia Açoriana - Cristóvão de Aguiar, escritor e poeta : Escrever por amor à literatura
Tertúlia Açoriana - Cristóvão de Aguiar, escritor e poeta : Escrever por amor à literatura
28 Janeiro 2010 [Cultura]
“Hoje em dia fala-se em narrativa ou ficção, embora continue a haver romance e conto, e até prosa poética, poema em prosa, o que significa que as fronteiras entre os géneros literários se diluíram. Quanto a mim, será difícil catalogar. Talvez a narrativa seja o que melhor se coaduna com o que tenho publicado, embora haja entre a minha obra diários, contos…”
Correio dos Açores - Nome, naturalidade, cidade e país onde reside?
Cristóvão de Aguiar, de nome completo Luís Cristóvão Dias de Aguiar, nado e criado (até aos vinte anos) na freguesia de Pico da Pedra, de onde saí para Coimbra em 1960, com destino à Faculdade de Letras. Desde então, e com pequenas intermitências (Guerra Colonial, Leiria), aqui tenho vivido, exercido a minha profissão docente (Leitor de Língua Inglesa da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra) durante 32 anos. Encontro-me aposentado desde 2002, mas continuo a viver em Coimbra, agora em part time, visto que passo longas temporadas na Ilha do Pico, lugar de São Miguel Arcanjo, onde mandei construir uma casa.
O Primeiro livro que leu?
O primeiro livro que ouvi ler foi a Bíblia. Depois, logo que me apetrechei com as ferramentas da leitura, continuei na Bíblia; no Liceu, no antigo 3.º ano, o professor de Português, Dr. Ângelo Raposo Marques, mandou-nos ler a Morgadinha dos Canaviais, leitura obrigatória. Talvez tenha sido o primeiro que li. Encantou-me de tal maneira que, ainda hoje, o releio uma vez por outra, a ver se recupero o paraíso perdido…
Versos de pé quebrado
Quando sentiu o chamamento para a escrita?
Principiei, como não podia deixar de ser, pelos versos de pé-quebrado. Meu Avô materno e um Tio, filho dele, eram poetas repentistas. Meu Tio escrevia para o Diário dos Açores não só quadras e sextilhas mas também a correspondência do Pico da Pedra. Nessa altura chamava-se correspondente do jornal, uma honra, além de se receber o jornal de graça. Quis imitá-lo, tudo a escrita principia por uma imitação, e, anos depois de ele ter embarcado para a América, também me tornei correspondente do Diário dos Açores e depois do Correio dos Açores. Naquele publiquei uns versos, na página de Letras, creio que em Setembro de 1957, no último, no tempo do Dr. Read Henriques, tornei-me colaborador, mesmo depois de vir para Coimbra. Também escrevi versos e prosa no semanário A Ilha, de Manuel Barbosa. Tudo para esquecer…
Qual é o seu género literário?
Hoje os géneros literários não estão ba lizados. No meu tempo de estudante liceal, distinguia-se entre romance, novela conto, na prosa; na poesia, entre soneto de verso heróico e alexandrino, quadra de redondilha maior e menor, respectivamente de sete e cinco sílabas, sextilhas, quintilhas, oitava rima… Uma dor de cabeça para quem os tinha de estudar. Hoje em dia fala-se em narrativa ou ficção, embora continue a haver romance e conto, e até prosa poética, poema em prosa, o que significa que as fronteiras entre os géneros literários se diluíram. Quanto a mim, será difícil catalogar. Talvez a narrativa seja o que melhor se coaduna com o que tenho publicado, embora haja entre a minha obra diários, contos…
Na escola primária era habitual ter boas classificações nas redacções?
Só não era bom aluno em desenho à vista, um pesadelo de caçarolas e vasos e jarras… As redacções, na instrução primária, eram uma espécie de chapa: o professor explicava o que devíamos escrever e o resultado era uma espécie de vasos comunicantes, ou de Comunicação dos Santos. Ficava tudo mais ou menos igual. Só no Liceu, já no Curso Complementar de Letras, é que o meu professor de Português, o Doutor Almeida Pavão, elogiava a minha maneira de escrever.
Sonetos, de Antero
Há algum livro dos seus que gostaria de reescrever?
Tenho reescrito todos eles com o afã de quem os escreve pela primeira vez e altero muito, a ponto de alguns críticos, como Luiz Fagundes Duarte, dizerem ou escreverem que se trata de um livro novo, como aconteceu com Marilha, sequência narrativa que inclui Grito em Chamas e Ciclone de Setembro, publicados muito antes, separadamente, e por ordem cronológica inversa.
Quais os livros que publicou e o mais recente?
Quer mesmo a lista completa? Não será fastidioso para os leitores; que não têm nenhuma culpa dos meus pecados mortais? Já que insiste; lá vão eles; por ordem cronológica e por ela se vê o último que dei a lume: Mãos Vazias; O Pão da Palavra; Sonetos de Amor Ilhéu (poesia); Breve Memória Histórica da Faculdade de Ciências; Alguns Dados sobre a Emigração Açoriana; Raiz Comovida (trilogia romanesca); Ciclone de Setembro (romance ou o que lhe queiram chamar); Com Paulo Quintela À Mesa da Tertúlia; Passageiro em Trânsito; Braço Tatuado; Emigração e Outros Temas Ilhéus; A Descoberta da Cidade e Outras Histórias; Grito em Chamas; Relação de Bordo I, II e III (diário ou nem tanto ou talvez muito mais); Trasfega; casos e contos; Marilha; sequência narrativa; A Tabuada do Tempo; Charlas Sobre a Língua Portuguesa; Cães Letrados… Ainda há as traduções: A Riqueza das Nações; de Adam Smith; A Nobre Arquitectura, poemas de António Arnaut, traduzidos para inglês… Eu bem o avisei da chateza…
Indique-me um livro de um escritor açoriano de que gostaria de ter sido o autor?
Sonetos, de Antero de Quental.
A ‘casa de putas’
Como se relaciona com outros escritores?
Com os poucos com quem me relaciono, muito bem. Mas a chamada República das Letras mais parece uma “casa de putas”…
Pensa enriquecer como escritor?
Em Portugal só enriquecem os escritores bestsellers, como os Saramagos, Lobo Antunes, José Rodrigues dos Santos, e os ou as da profundíssima literatura cor-de-rosa, a que é conhecida por light; os outros, como eu, nem às vezes os direitos de autor recebem. Seja tudo pelo amor da Literatura…
Que livro nunca recomendaria a um amigo?
Preferia recomendar a desaconselhar… Mas não recomendaria nenhum dos livros da Margarida Rebelo Pinto.
Que livro gostaria de deixar e que ainda não escreveu?
Não vou com certeza escrever mais nenhum livro como a trilogia romanesca Raiz Comovida. Assim sendo, será este, portanto, que gostaria que ficasse como testemunho. Até já deu o nome a uma rua do Pico da Pedra…
afonsoquental@hotmail.com
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domingo, 13 de janeiro de 2008
A Redundinha no blog In My Secret Life.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
RUA "RAIZ COMOVIDA" - CRISTÓVÃO DE AGUIAR - CÓDIGO POSTAL 9600-080 PICO DA PEDRA, SÃO MIGUEL - AÇORES.
O Canto Da Fonte no Pico da Pedra
Raiz Comovida, de Cristóvão de Aguiar, pontifica na Toponímia Nacional.
Código Postal de: Rua Raiz Comovida
Distrito: Ilha de São Miguel
Concelho: Ribeira Grande
Freguesia: Pico da Pedra
A morada postal deverá ter os seguintes parâmetros:
Rua Raiz Comovida
9600-080 PICO DA PEDRA
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domingo, 21 de outubro de 2007
NOVA GUARDA, Edição N.º 565 de 22-08-2007
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
IMAGENS DA CONFERÊNCIA DO DOUTOR CARLOS ANDRÉ, SOBRE A OBRA DE CRISTÓVÃO DE AGUIAR 25-SET-2007

Ideias concertadas,Carlos André e Ana Paula Arnaut

Eloísa Alvarez, Cristóvão de Aguiar, Carlos André, António Arnaut, Alferes.
Gostei.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
O DOUTOR CARLOS ANDRÉ DISSERTA SOB O TEMA "CRISTÓVÃO DE AGUIAR: UMA RAIZ POR ACHAR" HOJE, 25 - SET - 07, NA LIVRARIA ALMEDINA-ESTÁDIO
LIVRARIA ALMEDINA ESTÁDIO CIDADE DE COIMBRA,HOJE DIA 25 de SETEMBRO, ÀS 21H00.
A DISSERTAÇÃO DO PROFESSOR DOUTOR CARLOS ANDRÉ TAMBÉM TERÁ COMO MOTE OS LIVROS RAIZ COMOVIDA, PASSAGEIRO EM TRÂNSITO E A TABUADA DO TEMPO
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
CASA - MUSEU MIGUEL TORGA : "Raiz Comovida", representada na biblioteca de Miguel Torga, no escritório da sua Casa - Museu, em Coimbra
CLIQUE NA IMAGEM PARA A AMPLIARHoje, ao fim da tarde, fui com o meu Pai visitar a Casa-Museu Miguel Torga.
Já sabia que Torga havia gostado de ler Cristóvão. Só não imaginava encontrar a “Raiz Comovida, vindima de fogo”, na estante por trás da sua secretária, na galeria dos Autores Portugueses.
O livro está virado ao contrário, tem a lombada vermelha e branca e está na terceira prateleira, do lado esquerdo a contar de cima.
Foi a nota alta do dia…
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Aquilino Ribeiro e Cristóvão de Aguiar têm em comum, pelo menos, a conquista do Prémio Literário Ricardo Malheiros. Aquilino - 1933 , Cristóvão - 1979
CLIQUE NO TÍTULO PARA VER TODOS OS PREMIADOSContuboel, 22 de Junho de 1965 - Acabei de riscar a sexagésima cruzinha no calendário. É uma espécie de desobriga que pratico todos os dias, à noite, antes de me deitar. Ainda faltam tantas centenas, meu Deus! Será que chego ao fim? Comprei doze livros de Aquilino Ribeiro num estabelecimento de Bafatá. Cada um custou-me quarenta e cinco escudos. Tenho muito que ler, se para tal tiver cabeça. (Relação de Bordo)
[…] Leio Aquilino que me desunho. Assim, sinto-me no centro da seiva da língua e não me cafrealizo […] (Braço Tatuado)
[…] DE AUTORES AÇORIANOS QUE, ESTANDO FORA DOS AÇORES, DELES SE OCUPAM , DE MODO DIRECTO E INDIRECTO”, escreve António Machado Pires: “É o caso especial de Nemésio, ao qual teremos de voltar como caso paradigmático que é. É o caso de Cristóvão de Aguiar, cuja Raiz Comovida (I, II, III) é um mundo primordial de vivências e da fala da sua Ilha, em fios de histórias soltas que se unem na imagem de um povo com o qual se identifica. E com uma autenticidade e uma força que lembram Aquilino”. Raul Brandão e Vitorino Nemésio, (Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, s/d.).
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sábado, 15 de setembro de 2007
MOTA AMARAL, MANUEL ALEGRE e MEDEIROS FERREIRA, na apresentação da "Raiz Comovida" na fnac Chiado, pelo Professor Luiz Fagundes Duarte
Cristóvão de Aguiar reúne o consenso das mais variadas forças políticas e culturais...
Em 2003, Mota Amaral era o Presidente e Manuel Alegre o Vice-presidente da Assembleia da República.
É curioso, e não deixa de ser estranho que, apesar da presença destes pesos pesados no lançamento, não tenha havido qualquer cobertura noticiosa do evento, ao contrário dos escritores José Mourinho, Mantorras e Jorge Costa, entre outros... que apresentaram as suas obras de arte no mesmo local.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Raiz Comovida, de Cristóvão de Aguiar, por LUIZ FAGUNDES DUARTE - 2003

Raiz Comovida – Trilogia Romanesca, de Cristóvão de Aguiar, começou a ser publicada há 25 anos – iniciou-se com A Semente e a Seiva (1978), e continuou-se com Vindima de Fogo (1979) e O Fruto e o Sonho (1981), para aparecer finalmente, num único volume (pela Editorial Caminho, 1987). Temos agora uma nova edição desta obra (Publicações Dom Quixote, 2003), que resulta de um profundo trabalho de revisão e de remodelação da edição anterior – de tal modo que, por vezes, temos a impressão de estarmos não perante uma edição revista de uma obra anteriormente publicada, mas sim perante uma obra nova e escrita de raiz.
Sendo uma obra de inspiração, de evocação e de definição açorianas, Raiz Comovida é, na beleza forte do seu título, muito mais do que aquilo que a uma leitura mais apressada possa parecer : não é mais um daqueles livros que costumam dar corpo ao que poderíamos chamar a estética da saudade, baseada no revivalismo de um país que a pouco e pouco vai deixando de ser o país das aldeias ; também não é um livro de memórias regionalistas. Indo muito mais fundo, nesta obra perpassam os tipos humanos que resultaram da amassadura da cultura ibérica tradicional com as águas, o sal e os ventos do mar, polvilhada de vulcões e abalos de terra, e mais de incursões dos piratas do Norte de África, e do isolamento, e de um ou outro arroubo colonialista – e perpassam sobretudo os contadores de histórias, aqueles que podemos tipificar na personagem do Ti José Pascoal de quem o narrador se queixa de que “Já está aqui há muito tempo à minha ilharga pedindo-me para entrar nesta história.[ pelo que, conclui ] Decidi fazer-lhe a vontade e vou já passar-lhe a palavra” (p. 45).
Desde a primeira à última frase de Raiz Comovida – vejamo-la nós em separado nos livros que a fizeram, vejamo-la na sua versão integral, já de si remodelada, de 1987, ou vejamo-la agora nesta nova versão que nos perturba enquanto gesto de inteligência dos tempos que correm e dos gostos que eles acarretam, mas sem nunca esquecer que se trata de uma reconstelação (isto é, de um reagrupamento, ele próprio dinâmico e interactivo) de elementos dispersos que são coerentes entre si, e que mutuamente se atraem, precisamente porque comungam do mesmo passado, e registam a memória que delimita a identidade cultural de quem, como os açorianos, é o fruto, ou o sonho realizado, de uma semente europeia que medrou mergulhada na seiva de um grande mar – e que agora se oferece, na comoção desta Raiz Comovida, à grande vindima que, de cada vez que acontece, representa, no nosso imaginário mediterrânico, a grande festa da vida.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
CRISTÓVÃO DE AGUIAR EM PÉRIPLO PELOS AÇORES - 2003
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domingo, 26 de agosto de 2007
Raiz Comovida (a semente e a seiva), Cristóvão de Aguiar - 1980
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sábado, 25 de agosto de 2007
RAIZ COMOVIDA (A SEMENTE E A SEIVA), de Cristóvão de Aguiar - 1978
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domingo, 19 de agosto de 2007
Raiz Comovida, o mais portentoso título da actual literatura portuguesa


"Cristovão de Aguiar,autor do mais portentoso título da actual literatura portuguesa-RAIZ COMOVIDA"
Medeiros Ferreira
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Secção: críticas literárias, Raiz Comovida
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
J. F. Jorge, perplexidade revelada pela leitura da Triologia Romanesca Raiz Comovida
Talvez nenhum prosador e poeta português contemporâneo tenha sido tão injustamente tratado e ingloriamente esquecido, com um silêncio tão frio e desmerecido, como Cristóvão de Aguiar. Não o dizemos por uma comiseração rasteira para com um coitado que mereceria um bocadinho mais, mas sim com a convicção que nos ficou da surpresa, “tarde e a más horas”, sofrida pela leitura de um dos mais surpreendentes monumentos da nossa literatura moderna.
J. F. Jorge
Jornal Semanário
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Raiz Comovida, Vindima de Fogo. 1979

(...)Não tenho dúvidas em reafirmar que raríssimos são os que hoje, no nosso País, possuem esta soberba escrita: plástica, rica, rija, doseando um classicismo sabiamente assumido com a modernidade merecedora de que lhe chamem assim. O poder evocativo, a recriação (por vezes impressionante) de lugares, atmosferas, figuras são, do mesmo modo, magistrais. Uma lição, as bruscas mudanças no embalo da frase.
O episódio da Girafa é uma obra-prima. Ele bastaria para “fazer” um livro e afirmar um autor.
Fernando Namora
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