sábado, 14 de junho de 2008

Drogado-Irmãos Catita


Era drogado, andava sempre pedrado, maltratava a minha mãe.
Pobre velhinha, enrugada, mirradinha, que só queria o meu bem.
Bati no fundo, fui até ao fim do mundo, não chegava a ser um cão.
Trabalho nada, vendi minha namorada, meu ofício era ladrão.
Drogado... Cuidado
Drogado... Cuidado
Um dia feio, ia eu pelo passeio apareceu uma criança
Olhou para mim e depois disse-me assim: Não percas a tua esperança.
Sei quem tu és: vê as chagas nos meus pés, vê a ferida no meu peito.
Morri na cruz; o meu nome é Jesus de meu Pai filho perfeito.
Drogado... Cuidado
Deu-me um beijinho e seguiu o seu caminho e eu fiquei a soluçar.
Disse para mim: "Isto tem que ter um fim!" Minha vida vai mudar.
Sofri horrores, tive frios e tive dores mas venci o enimigo
Porque sabia que o filho de Maria estaria sempre comigo.
Drogado... Cuidado
Drogado... Cuidado

3 comentários:

Claudinha disse...

Olá, vim retribuir sua visita e conhecer seu blog.
Excelente texto e drama que faz refletir sobre a condição do usuário de drogas. Parabéns!

Lapa disse...

Também acho.
E presto um tributo a estes manos!

Rodolfo N disse...

"Disse para mim: "Isto tem que ter um fim!" Minha vida vai mudar."
Con la ayuda de Dios y esa valiente frase la vida puede cambiar...
Un abrazo, amigo

Cyrano de Bergerac

Cyrano de Bergerac
Eugénio Macedo - 1995

TANTO MAR

A Cristóvão de Aguiar, junto
do qual este poema começou a nascer.

Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores.

Manuel Alegre
Pico 27.07.2006