quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Tabuada do Tempo, de Cristóvão de Aguiar. Crítica de Cláudia Gameiro.

O primeiro olhar foi de desafio, quase de inveja pelas palavras ditas quase em sintonia com uma música de fundo, nunca presente mas sempre desperta. Depois veio a viagem, veio a lembrança, veio a presença por se estar a pisar os mesmos terrenos, as mesmas angústias. Ser-se ilha não é ser-se pequeno, é um estado de espírito que acompanha quem amou a terra onde nasceu e aprendeu a ser-se, a ver-se, diante de uma paisagem. Nos dias que se percorrem, saborando quase sempre a instabilidade do tempo, encarna-se uma audacidade também ela temperamental e procura-se um objectivo nas palavras do quotidiano.
Para ler com uma grande vontade de saborear, nunca de entreter...
Publicada por claudiagameiro

2 comentários:

Sofia disse...

E com uma capa belíssima, na minha opinião... daquelas em que os nossos olhos se demoram em deleite.

claudiagameiro disse...

Um muito obrigada, sinto-me lisongeada por terem publicado aqui o meu post! Obrigada também pela correcção, foi um lapso que me escapou

Cyrano de Bergerac

Cyrano de Bergerac
Eugénio Macedo - 1995

TANTO MAR

A Cristóvão de Aguiar, junto
do qual este poema começou a nascer.

Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores.

Manuel Alegre
Pico 27.07.2006