Coimbra, 21 de Janeiro de 1984 ¾ Hoje, à mesa da tertúlia, falava-se do recente romance de Umberto
Eco, O Nome da Rosa. E eu disse que
era um grande romance deste último quartel do século. E alinhavei as minhas
fracas razões: ambiente medieval, escrita fascinante e simples, história bem
contada e a culminar, para manter vivo o interesse do leitor, uma bem engendrada
história policial, adequada ao ambiente de uma Abadia do século XIV. Logo uma
linda colega, cujo ofício é fazer anatomia à literatura, me chamava a atenção
para o facto de se não tratar de enredo policial nenhum, mas sim de um
autêntico problema de semiótica. E pensei que tinha encontrado a chave para
os problemas que tenho tido comigo mesmo. Se calhar, têm de facto a ver com a
semiótica!
In Relação de Bordo I, Diário ou nem tanto ou talvez muito mais...
CRISTÓVÃO DE AGUIAR
TANTO MAR
A Cristóvão de Aguiar, junto
do qual este poema começou a nascer.
Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores.
Manuel Alegre
Pico 27.07.2006
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