sábado, 16 de fevereiro de 2008

BRAÇO TATUADO: "É UM MURRO NO ESTÔMAGO", CRÍTICA DE VICTOR RUI DORES. Açoriano Oriental.14-02-2008


Retalhos da Guerra Colonial
2008-02-14 12:13

A Guerra Colonial (1961-1974) constituiu uma das mais trágicas encruzilhadas da História portuguesa e é ferida que ainda não cicatrizou na memória dos que a viveram. Não foi só o caudal de feridos, estropiados, desaparecidos, desertores e mortos que essa guerra provocou. Foi também a memória de um tempo em que o medo, a angústia, a crueldade e a intolerância foram postos ao serviço dos mecanismos repressivos do Estado Novo.
A “Síndrome do Stress Pós-Traumático da Guerra” não é mera figura de retórica – é uma enfermidade que atinge hoje milhares de ex-combatentes (há estudos que apontam para cerca de 140.000), com reflexos directos nas suas famílias, havendo mesmo psiquiatras que afirmam tratar-se de um problema de saúde pública.
Os que ontem eram jovens na flor da idade, vivem hoje o trauma e o recalcamento dessa guerra escusada e inglória. Na guerra aprenderam a amar melhor a paz. Vendo a morte a rondar por perto, aprenderam o valor excepcional de viver. E, porque calaram durante longos anos a indignação, têm vindo a dar testemunho dos horrores vividos e sentidos. Nesta matéria, e no âmbito da produção literária, há autores incontornáveis que, através da escrita, fizeram (e continuam a fazer) catarse e exorcismo da memória: Álamo Oliveira, António Lobo Antunes, Cristóvão de Aguiar, Fernando Dacosta, Fernando Assis Pacheco, João de Melo, José Martins Garcia, Manuel Alegre, Mário de Carvalho, entre outros.
Por outro lado, o cinema português tem vindo também a dar importantes contributos na revisitação desse conflito armado, havendo a destacar filmes como O Mal Amado (1974), de Fernando Matos Silva; Um Adeus Português (1985), de João Botelho; Inferno (1999), de Joaquim Leitão; Preto e Branco (2002), de José Carlos de Oliveira; Os Imortais (2003), de António Pedro de Vasconcelos, entre outros.
Mais recentemente, dois excelentes comentários televisivos vieram avivar a memória dessa guerra e lançar novas formas de compreensão da mesma: As Duas faces da Guerra, de Diana Adringa, e A Guerra, de Joaquim Furtado.
É neste contexto que surge o livro Braço Tatuado – Retalhos da Guerra Colonial (Dom Quixote, 2008), de Cristóvão de Aguiar, agora reeditado em nova versão. Este romance começou por constituir uma das partes de Ciclone de Setembro (1985), tendo sido mais tarde autonomizado com o título O Braço Tatuado (1990). E esta é uma atitude de coerência de Cristóvão de Aguiar, na medida em que estamos perante um escritor que, contínua e continuadamente, reescreve os seus livros.
O autor, cumprindo serviço militar obrigatório, viveu uma experiência traumática de dois anos no pior palco da guerra colonial: Guiné. E, por isso mesmo, faz uma “digressão retrospectiva” (pág. 28) a vivências, perplexidades e amarguras dos dias incertos dessa guerra – feita de ataques, flagelos, emboscadas, contra-emboscadas e outras atrocidades…
Os soldados da companhia 666 vivem o jogo da vida e da morte num quotidiano povoado de angústias e medos. As ciladas e as armadilhas espreitam a cada momento. E, nas páginas deste livro, ecoam rajadas de G-3, explosões de granadas, minas, morteiros, rockets, canhões, armas ligeiras e semi-automáticas. Há ordens insensatas, missões absurdas e relatórios hipócritas. Há picadas de incerteza, montes baga-baga e “rios secos de angústia” (pág. 134). E há a ração de combate, a leitura expectante de cartas e aerogramas. E há a loucura do capim, o desespero do cacimbo, a miséria dos autóctones, os efeitos do paludismo, as densas matas, as extensas bolanhas, a violação de mulheres indefesas, as sevícias sobre os prisioneiros… É, enfim, o horror de matar e ver morrer e uma contundente chamada de atenção para o desrespeito pela vida humana.
Braço Tatuado – Retalhos da Guerra Colonial denuncia a hierarquia “castrense e castradora” e o regime político que sustenta uma guerra sem fim à vista. O livro desenrola as teias do delírio e da loucura. Neste aspecto, é bastante significativo e sintomático o suicídio de Niza – tatuado com os dizeres AMOR DE LENA, a sua amada que o trocaria por outro…
Anti-heróis inadaptados numa guerra onde o que conta é manter-se vivo, as personagens (humaníssimas) deste livro entregam-se com sinceridade a contar o tempo que lhes falta para o definitivo adeus às armas, aguardando, com impaciência, que o navio Uíge (“em sua colonial majestade” – pág. 131) os transporte de regresso a Portugal. Como aspecto positivo da guerra, ficarão apenas as amizades que se construíram, as cumplicidades que se aprofundaram, as experiências de grupo que se viveram.
De salientar que Cristóvão de Aguiar percepciona a guerra não só sob o ponto de vista de ex-combatente, mas também na perspectiva do próprio povo africano, afinal tão vítima como nós dessa guerra escusada e inglória. Os portugueses lutavam pela sua sobrevivência, tal como os guerrilheiros do PAIGC lutavam pela sua libertação. Há aqui um olhar humano e uma consciência crítica sobre o logro da guerra colonial.
Escrito com desenvoltura narrativa, Braço Tatuado – Retalhos da Guerra Colonial é um murro no estômago. Urge lê-lo, sabido que é curta a memória dos homens.

Victor Rui Dores

BAFATÁ; NOVA LAMEGO; DUNANE; PICHE; KANQUELIFÁ; BURUTUMA; FAJONQUITO; RIO GEBA; JABICUNDA; CONTUBOEL; MAFRA; COIMBRA; ILHA; SONACO; SENEGAL; GUINÉ-CONACRI; CARESSE; MECA; NHACRA; AMURA; BURUTUMA; ALGARVE; PIRADA; MANSOA; ANGOLA; BAMBADINCA; CAMBAJU; MADINA DE BUÉ; PIGIGUITI; ARGEL; LISBOA; BISSAU; SARE BACAR; UÍGE.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Campeão das Províncias, 14-02-2008, Notícia Única da Última Página

Clicar título para ver notícia original no Campeão on-lineCLICAR NOTÍCIA PARA AMPLIAR










Desta vez, fizeram as vontadinhas todas ao Cristóvão, não há razões para não estar contente.
Para quem declarou ao Campeão das Províncias, em Agosto de 2007, que tinha dificuldade em arranjar editora...
Em seis meses, editou três livros, qual deles o melhor?
Este último, na verdade, é um mimo, capa brochada, letra grande, mesmo ao gosto do Cristóvão "menino"...Mas, realmente, merecia-o.
E o "TRAILER"? -Ganda pinta.
Agora, tem duas editoras de prestígio, a Almedina e a Dom Quixote e está a ser homenageado por uma terceira, a novel e promissora Editora Calendário de Letras, que o homenageia no próximo dia 23 de Fevereiro, na cidade do Porto, no Mercado Ferreira Borges onde, pela última vez, se realiza este mercado do livro.
Cidade do Porto, onde viu reconhecida a sua obra, Relação de Bordo, com o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores/Câmara Municipal do Porto, depois de ter sido apresentado na Livraria Lello, por Egito Gonçalves- "o único livro que se lhe impôs apresentar em vida".
Hoje de manhã, ao ler o Campeão, disseram-me, na padaria Padrão, perto do comboio, que o Cristóvão andava impecável. Que lhe fazia bem andar como anda... e que andava muito!
Sim senhor, é assim mesmo!
Não há fome que não dê em fartura.
E, pelos vistos, isto ainda é só o começo...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Braço Tatuado - 2008. Cristóvão de Aguiar

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É a guerra aquele monstro que se
sustenta das fazendas, do sangue,
das vidas, e quanto mais come e
consome, tanto menos se farta.

Padre António Vieira

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Cristóvão de Aguiar, 40 anos Dom Quixote.

QUARENTA, Vários autores, Ed. Dom Quixote, 286 págs., €24,00. A Dom Quixote, ao celebrar 40 anos de existência, reuniu um conjunto notável de contos dos seus autores nesta obra, onde se pode encontrar parte do que melhor se escreve em Língua Portuguesa. Inês Pedrosa, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa, Lídia Jorge, José Eduardo Agualusa, Manuel Alegre, Cristóvão de Aguiar e muitos outros convidam à leitura destes excelentes textos.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

AVENTURAS DE UM NABOGADOR, DE ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA. Bertrand 2007.

Nabices “Nabogador” (termo usado no título do último livro de Onésimo Teotónio Almeida) é um neologismo infeliz. Às vezes, Onésimo tem graça. Desta vez, porém, falhou o alvo por completo. O termo “prosema”, que também consta ser da sua autoria, também é um perfeito disparate. Por estas e por outras é que um conhecido cá do Argolas diz que Onésimo tem muito mais de exibicionista do que de escritor… E outro amigo meu diz que ele não fica atrás do popular humorista Bruno Nogueira! Onésimo rima com stand-up comedy. Pois rima. E já é muito.

In Argoladas, Expresso das Nove, de 08-02-2008.

Cristóvão de Aguiar, homenageado dia 23 de Fevereiro de 2008, às 17h00, no Mercado Ferreira Borges, Cidade do Porto








Público: "A Festa do Livro de 2008 vai também homenagear o escritor Cristóvão de Aguiar, que participa, dia 23, às 17h00, numa mesa-redonda sobre a sua obra, disponível na feira."

DNonline: "A Festa do Livro" vai homenagear o escritor açoreano Cristóvão de Aguiar no dia 23.

LUSA/ SOL: Durante a Festa do Livro, a Calendário de Letras vai homenagear o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, autor de uma vasta obra de que se destaca a trilogia de romances Raiz Comovida, estando o escritor convidado a vir ao Porto para participar na homenagem.

RTP.pt: Durante a Festa do Livro, a Calendário de Letras vai homenagear o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, autor de uma vasta obra de que se destaca a trilogia de romances "Raiz Comovida", estando o escritor convidado a vir ao Porto para participar na homenagem.
Nascido na Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, em 1940 Cristóvão de Aguiar terminou a licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1968, já depois de ter participado na guerra colonial, na Guiné, entre 1965 e 1967.
Foi professor no ensino secundário de Leiria, tradutor na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (1972) e redactor da revista Vértice (1967-82).
É desde 1972 leitor de Língua Inglesa na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, onde reside.
Como escritor recebeu o prémio Ricardo Malheiros (A Semente e a Seiva, 1978) e o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/CMP (Relação de Bordo, 1999), e o Prémio Nacional Miguel Torga, pelo livro "Trasfega".
Foi agraciado em 2001 com a Ordem do Infante D. Henrique.
"Ciclone de Setembro", "Grito em Chamas", "Passageiro em Trânsito", "O Braço Tatuado", "Marilha", "À Mesa da Tertúlia", "A Descoberta da Cidade e outras histórias", "Emigração e Outros Temas Ilhéus" e a tradução de A Riqueza das Nações, de Adam Smith, são algumas das suas obras.
Em 2005 foi homenageado pelos quarenta anos de vida literária pela Faculdade de Letras em conjunto com a Reitoria da Universidade de Coimbra, publicando o livro "Homenagem a Cristóvão de Aguiar - 40 anos de vida literária".

JN- Durante a Festa do Livro, a Calendário de Letras vai homenagear o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, autor de uma vasta obra, de que se destaca a trilogia de romances "Raiz comovida", estando o escritor convidado a ir ao Porto para participar na homenagem."Ciclone de Setembro", "Grito em chamas", "Passageiro em trânsito", "O braço tatuado", "Marilha", "À mesa da tertúlia", "A descoberta da cidade e outras histórias", "Emigração e outros temas ilhéus" e a tradução de "A riqueza das nações", de Adam Smith, são algumas das suas obras.

etc.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

DIÁRIO DE COIMBRA: JOVEM CONDENADO A 11 ANOS DE PRISÃO E O OUTRO ARGUIDO FOI ABSOLVIDO DE TODOS OS CRIMES DE QUE VINHA ACUSADO.

LEGENDA: O LAPA, DE CIGARRO NA BOCA, À DIREITA A DESLIGAR O TELEMÓVEL, MOMENTOS ANTES DE OUVIR O ACÓRDÃO ABSOLUTÓRIO DO SEU CONSTITUINTE QUE ESTÁ DE COSTAS A ENTRAR NA SALA DE AUDIÊNCIAS.

"Jovem condenado a 11 anos de prisão por homicídio simples Nem qualificado, nem privilegiado. O jovem que matou à facada um outro, em Setembro de 2006, no Loreto, foi ontem condenado por homicídio simples e ao cumprimento de 11 anos de prisão. O outro envolvido no processo foi absolvido de todos os crimes de que estava acusado, saindo em liberdade.
O Tribunal de Coimbra condenou ontem a 11 anos de prisão Mário J., um jovem de 19 anos, residente no Loreto, que matou outro com (pelo menos) duas punhaladas na zona do abdómen em consequência de desavenças e troca de insultos entre famílias. O colectivo de juízes, presidido por Paulo Correia, deu como provada a prática de um crime de homicídio simples, punível com penas que vão dos oito aos 16 anos de prisão.Os factos remontam a Setembro de 2006, altura em que Mário J., na altura com 18 anos, após uma discussão acesa com Márcio, de 27 anos, em consequência de insultos vários proferidos por este à mãe do condenado, que manteria uma relação amorosa com o pai da vítima, foi a casa buscar um punhal e o esfaqueou, provocando a sua morte, horas depois, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.«Foi uma agressão extremamente violenta, sanguinolenta quase», afirmou ontem o juiz, justificando a decisão pelo homicídio simples – e não o privilegiado (punível com prisão de um a cinco anos), como pretendia Carlos Fraião, advogado de defesa de Mário –, recordando ainda o facto de a vítima ter deixado mulher e um filho, com dois anos na altura. «Fez uma coisa que não devia ter feito e que a todos repugna. A pena procurou não ser muito fustigadora, dada a sua idade, mas também não podemos ignorar o valor supremo da vida», disse ainda o juiz.Recorde-se que Mário estava acusado do crime de homicídio qualificado, a que se juntavam ainda dois crimes de ofensa à integridade física grave na forma tentada, um crime de coacção grave e ainda um por detenção de arma proibida. Para além de não ter encontrado razões suficientes para o condenar à pena máxima por homicídio (que vai de 12 a 25 anos de prisão), o juiz absolveu o réu de todos os outros crimes, uma vez que os factos que estiveram na origem da acusação não ficaram provados em tribunal.Arrependimento pouco sinceroDe qualquer forma, Paulo Correia fez questão de deixar alguns conselhos a Mário J., que está há um ano e meio em prisão domiciliária, com pulseira electrónica e que, apesar de se ter entregue no dia do crime às autoridades, na opinião do juiz, não terá demonstrado em tribunal um verdadeiro arrependimento pelo acto que cometeu.«O Mário parece não ter interiorizado o mal que fez. Em muitos momentos arrependeu-se do mal que fez, mas pelo que de negativo ele traz a si próprio e não por pena de alguém ter morrido em consequência da sua conduta», afirmou, durante a leitura da sentença, aconselhando-o a, pela vida fora, «controlar os seus instintos de agressividade». Isto, para além de admitir que o comportamento da vítima, que se deslocou a casa de Mário, com a mãe, para a insultar e tirar satisfações «não é aceitável e é até censurável».Em declarações aos jornalistas, o advogado de defesa do jovem – apesar de não se ter confirmado a condenação por homicídio privilegiado como tinha pedido nas alegações finais – confessou que «à primeira vista» não o «repugna» a decisão pelo homicídio simples, o mesmo acontecendo a Mário que, em tribunal, havia admitido que teria de «pagar» pelos seus actos. «Vou estudar a sentença melhor, mas admito não recorrer», afirmou Carlos Fraião. A advogada da mãe da vítima, Lina Lucas, que havia pedido uma condenação por homicídio qualificado, também admitiu não pedir recurso se a decisão «não mexer com os prazos da prisão preventiva». No entanto, prefere primeiro falar com a cliente e estudar o processo antes de tomar uma decisão definitiva.Já Fábio, amigo de Mário J. e o outro arguido no processo, foi absolvido ontem de todos os crimes de que estava acusado – homicídio qualificado e coacção grave na forma tentada – por ter ficado provado em tribunal que «não teve qualquer intervenção directa no homicídio», afirmou o juiz, que adiantou ter-se dado como provada apenas uma agressão a Márcio com um murro, mas que nada teve a ver com a sua morte.Juiz não aceita pedido de indemnização da mãe da vítimaProcesso “cheio de contradições”O presidente do colectivo de juízes não aceitou o pedido de indemnização da mãe da vítima, absolvendo Mário J. do pagamento de 65 mil euros solicitados por Maria F. em tribunal pelos danos causados com a morte do filho. Paulo Correia achou «estranho» o facto de este pedido ser feito pela mãe de Márcio quando este tinha mulher e um filho que, legalmente, seriam quem teria legitimidade para o fazer.«Enquanto houver mulher e um filho, a mãe não está em condições de reclamar qualquer indemnização», afirmou o juiz, deixando claro que, apesar do julgamento estar encerrado, os legítimos recorrentespodem, agora, fazê-lo, num processo cível autónomo. Aliás, o juiz fez questão de sublinhar que esteve perante um caso «cheios de contradições, ao longo de todo o inquérito e depois em tribunal».«Parecia que nada, na vez seguinte, era igual à vez anterior», afirmou, recordando que houve elementos «com relevância» para o processo «que surgiram muito mais tarde, não se entendendo como não apareceram antes». O discurso «confuso» e as «declarações contraditórias» da mãe da vítima foram sublinhados por Paulo Correia.Depois da decisão «pacífica» anunciada e já fora da sala de audiências, a irmã da vítima foi a que demonstrou maior indignação com a sentença aplicada a Mário J. «Não há justiça. Como é que é possível matar uma pessoa e, ao fim de 11 anos, sair da cadeia?», protestava."


Ana Margalho / Diário de Coimbra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Braço Tatuado Retalhos da Guerra Colonial, de Cristóvão de Aguiar, nota de Tito Couto

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[...]Fecho com uma nota para a reedição, em nova versão, de “Braço Tatuado” de Cristóvão Aguiar.
Trata-se de um livro que nos remete para o universo colonial português em pleno conflito. Na Guiné de tantos traumas e experiências violentas, Cristóvão Aguiar consegue levar-nos de rastos pelas picadas, dormir nas camaratas dos aquartelamentos ou experimentar a dor atroz de perder um amigo num mar de sangue.
“Braço Tatuado, retalhos da Guerra Colonial” é o retrato de muitas companhias, de muitos soldados. Uma imagem viva e impressionante que tem tanto de singular como de comum a gerações de portugueses.
Editado em 1990, este romance regressa aos escaparates com a mesma força bruta que as suas páginas encerram.

Tito Couto, in Forum Páginas Tantas
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BRAÇO TATUADO, Retalhos da Guerra Colonial, de CRISTÓVÃO DE AGUIAR.

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BRAÇO TATUADO
Cristóvão de Aguiar

"Cerrada é a noite. Não se vislumbra um coalho de lua. Seguimos em fila indiana, num comboio humano, agarrados uns aos outros pela cintura. Não se pode fumar, nem acender qualquer foco ou lanterna – o inimigo está atento, mantém as suas sentinelas nos locais estratégicos. Nas próprias tabancas há gente que informa, por meio de batuques e outros sinais, da nossa passagem e do rumo que tomamos. Por isso, o brasido de um cigarro ou o clarão de um foco poderão denunciar-nos a quilómetros de lonjura. Depois, seria a emboscada, a mina antipessoal, o corisco que abrase tudo isto."

Romance em torno das vivências do autor na guerra colonial, ferida que se mantém aberta na sua memória, após uma experiência traumatizante de dois anos na Guiné.

Um texto de ecos e lembranças que de forma onírica e fantástica dá conta do absurdo desse conflito armado.

O cenário de horror, as emboscadas, as atrocidades cometidas, a voz da liberdade, as saudades e a perplexidade perante uma guerra que era obrigatório viver, fazem deste texto uma das mais interessantes narrativas sobre a guerra colonial.

ISBN: 978-972-20-3494-4
Páginas: 136
Dimensões: 15,5x23,5 cm
Colecção: AUTORES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Ano de Edição: 2008
Encadernação: Brochado
Preço sem IVA: 11,43 €
Preço com IVA: 12,00 €

BRAÇO TATUADO: Cristóvão de Aguiar revisita as memórias da guerra colonial : “Nunca nos libertámos totalmente do pesadelo”

31 Janeiro 2008 [Regional]
O pior da guerra não foi a guerra, foi o depois. Cristóvão de Aguiar exorciza os fantasmas de um conflito injusto no seu mais recente livro, Braço Tatuado.
A Guerra Colonial está-lhe tatuada na memória. Após ter regressado da Guiné, em 1967, levou 20 anos para escrever sobre o que vivera. O livro ficaria guardado na gaveta. Este ano, Cristóvão de Aguiar faz chegar Braço Tatuado: Retalhos da Guerra Colonial às bancas.
Mas porquê esperar 20 anos para escrever? Estive na Guerra Colonial e sofri tudo na pele. Só ao fim de um certo tempo a memória passa por uma espécie de coador e fica só o principal. Se escrever no momento, é tudo muito a quente.
Embora as memórias do Ultramar não estejam já a quente, ainda são dolorosas. Posso dizer que revivi tudo outra vez. Para escrever sobre alguma coisa é preciso vivê-la, não se pode escrever sobre o vazio. Passei por tudo aquilo, umas coisas pessoalmente, outras de perto. Penso que o pior da guerra não foi a guerra, mas os sete ou oito anos depois. Existem pessoas que estão muito piores do que eu, mas penso que nunca nos libertámos totalmente do pesadelo.
O conflito foi rebentando desde Angola, ganhando dimensão depois em Moçambique. Na Guiné, aconteceu o que Cristóvão de Aguiar lembra como alto-requinte. O outro lado tinha armas melhores que as nossas, fornecidas, por exemplo, pela União Soviética. Ficou, desde cedo, muito claro que aquela não era uma guerra que pudesse ser ganha.
Braço Tatuado é uma viagem ao cenário onde essa guerra travada em vão se desenrolou. Foi difícil. Havia minas espiando os passos. E emboscadas. E gritos. E incêndios. E animais espavoridos em seus currais de morte, escreve Cristóvão de Aguiar no epílogo da obra.

O livro é também um testemunho sobre uma guerra injusta. Massacrou-se toda uma mocidade por um regime corrupto. É ainda uma denúncia, uma chamada de atenção aos responsáveis actuais para os perto de 150 mil antigos combatentes que foram esquecidos. Da guerra resultaram famílias destroçadas, pessoas traumatizadas... Não é suficiente fazer como Durão Barroso e Paulo Portas, que atribuíram uma pensão anual de 150 euros aos ex-combatentes. Cento e cinquenta euros são tão pouco para quem deu tanto, critica. Depois do 25 de Abril, passou-se muito tempo sem se falar nesta guerra. Vivíamos numa espécie de culpa. Em Braço Tatuado, quebra-se o silêncio.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Cristóvão de Aguiar recorda momentos vividos com Miguel Torga, In CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS


Escrito por Paula Alexandra Almeida
30-Jan-2008







É um livrinho pequeno mas rico em testemunho.
Em “Miguel Torga. O lavrador das letras. Um percurso partilhado”, com chancela da Almedina, o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar reúne excertos das suas publicações diarísticas - “Relação de Bordo”, I e II, e “A Tabuada do Tempo - A lenta narrativa dos dias” -, nos quais existem referências a Miguel Torga, fruto da convivência e do intercâmbio que ambos mantiveram durante mais de um ano.
“Os laços afectivos e literários que me enleiam à obra do poeta e escritor Miguel Torga datam de há mais de quarenta anos”, refere, recordando as primeiras impressões da obra do médico, fruto de leituras ainda na Ilha de S. Miguel, enquanto jovem.
Na altura leitor assíduo de Eça de Queiroz, Cristóvão de Aguiar confessa que, “pelo pouco que havia lido, notara logo que o estilo de Miguel Torga era totalmente distinto do cinzelado nas obras do pobre homem da Póvoa de Varzim - mais enxuto, descarnado e de uma seriedade granítica. Ali não se vislumbrava pingo de ironia”.
Foi já em Coimbra, onde se instalou na década de 60, que Cristóvão de Aguiar descobriu verdadeiramente a obra do transmontano. “Só em Coimbra, após a guerra colonial, e já numa idade mais amadurecida, me encafuei de tal forma na obra torguiana, que ainda hoje, passados todos estes anos, continuo a frequentá-la com uma assiduidade de devoto que ainda não esfriou a sua fé”, admite.
“Esta paixão deve ter tido origem não só na prosa apurada com que o escritor lavra cada página de cada livro e me fascina pela simplicidade trabalhada até à placenta da palavra, mas também no facto de a ambiência espelhada nos “Contos” e sobretudo em “A Criação do Mundo” ser idêntica, ou muito semelhante, ao pequeno grande mundo da Ilha onde fui nado e criado”, justifica.
Ainda hoje, confessa ainda o escritor, “a (re)leitura dos livros de Miguel Torga invade-me de uma paz rústica, genuíno oásis neste mundo barulhento, e transmuda-se num conchego caldeado de uma ansiedade mansa”. Torga, acrescenta, “é uma personalidade rebelde e inquieta e reflecte-a como poucos em toda a sua vasta obra”.

MUSEU DO SABUGAL, EXPOSIÇÃO DO ESCULTOR FERNANDO MONTEIRO FERNANDES.

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Dedicatória de Cristóvão de Aguiar "Ao mestre do ferro", Fernando Monteiro Fernandes. 2004







Nova Relação de Bordo (III), de Cristóvão de Aguiar, Publicações Dom Quixote, 2004

sábado, 2 de fevereiro de 2008

8- Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, seriamente comprometido com "stand Ilegal".

CÂMARA ENCOBRE INSTALAÇÕES DA CABOVISÃO E ACEITA PROJECTO DE ARQUITECTURA FALSO ONDE CONSTA QUE NO MESMO LOCAL ESTÁ A TV CABO, quando é a CABOVISÃO QUE OBTEVE O LICENCIAMENTO URBANO DENTRO DESTE DEPÓSITO ILEGAL DE VEÍCULOS E SUCATAS.














Carlos Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, não instaurou qualquer processo aos proprietários desta aberração à entrada de Coimbra, apesar de ter sido formalmente notificado em Agosto de 2006 e Outubro de 2007.

O que existe é um pedido de licenciamento por parte de um dos proprietários, em que a Câmara aceitou como boas, declarações falsas e aceitou um projecto de arquitectura referente a uma casa de habitação, onde se afirma que este stand ilegal possui água e luz dos SMASC e da EDP.

Projecto falseado onde se incluem uma instalações da TV CABO, Vide Foto, quando na verdade, lá se encontra a CABOVISÃO, que obteve junto dessa autarquia o licenciamento com o mesmo artigo matricial que agora é apresentado para este Stand Ilegal e que põe em perigo a segurança dos prédios contíguos, é um atentado ambiental e urbanístico.
A Câmara Municipal de Coimbra não pode ignorar estes factos oportunamente denunciados.
Estamos, na minha modesta mas segura opinião, perante um caso de grave incumprimento da legislação em vigor e que deve ser causa de perda de mandato.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Escultor Fernando Monteiro Fernandes, expõe no Museu do Sabugal

CLICAR TÍTULO PARA VER PÁGINA DO CINCO QUINAS
Vai estar patente ao público, na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal, de 02 de Fevereiro a 02 de Março de 2008, uma exposição de trabalhos em ferro forjado da autoria de Fernando Monteiro Fernandes.
Fernando Monteiro trabalha o ferro com mestria na sua oficina na vila do Soito e apresenta-nos um conjunto de obras escultóricas dotadas de imensa originalidade e denotando uma incrível inspiração, talento e trabalho valoroso.
A exposição será inaugurada no dia 02 de Fevereiro de 2008, pelas 16h00 e estará aberta a todos quantos queiram participar e homenagear o artista.
Pode ser visitada de terça a sexta-feira das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Encerra à segunda-feira e feriados. Relembramos que a entrada para as exposições temporárias é gratuita.

In Cinco Quinas, N.º 83 - Ano VIII - Fevereiro de 2008.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Cristóvão de Aguiar Homenageado pela Calendário de Letras na Festa do Livro entre 8 e 24 de Fevereiro de 2008 na Cidade do Porto.

Porto: 100 mil livros em saldo a partir de 8 de Fevereiro

Mais de 100 mil livros vão estar à venda no Mercado Ferreira Borges, no Porto, entre 08 e 24 de Fevereiro, na feira «Festa do Livro», disse hoje à Lusa Francisco Curralo, da Calendário de Letras, que organiza o evento.
«Mais de uma centena de editoras estarão representadas nesta feira, que será constituída não só por livros já descatalogados, mas também por livros bastante recentes que já não têm lugar nos escaparates das livrarias», disse aquele responsável.
Francisco Curralo explicou que «o comércio livreiro actual obriga a uma grande rotatividade nos livros oferecidos pelas livrarias para venda, o que retira prematuramente da vista dos leitores excelentes livros, apenas escassos meses após a sua edição».
«Por outro lado, o comércio está na época dos saldos e os livros também não escapam à tendência«, acrescentou Francisco Curralo.
O responsável referiu que todos os livros oferecidos nesta iniciativa terão descontos que vão desde os 30 aos 80 por cento sobre o preço original.
«Aconselho todos os interessados a que não deixem de ir à feira nos primeiros dias, porque, embora haja reposições ao longo dos 17 dias, há sempre livros que esgotam entre os mais apetecíveis», disse Francisco Curralo.

Durante a Festa do Livro, a Calendário de Letras vai homenagear o escritor açoriano Cristóvão de Aguiar, autor de uma vasta obra de que se destaca a trilogia de romances «Raiz Comovida», estando o escritor convidado a vir ao Porto para participar na homenagem.
Nascido na Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, em 1940 Cristóvão de Aguiar terminou a licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1968, já depois de ter participado na guerra colonial, na Guiné, entre 1965 e 1967.
Foi professor no ensino secundário de Leiria, tradutor na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (1972) e redactor da revista Vértice (1967-82).
É desde 1972 leitor de Língua Inglesa na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, onde reside.Como escritor recebeu o prémio Ricardo Malheiros (A Semente e a Seiva, 1978) e o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/CMP (Relação de Bordo, 1999), e o Prémio Nacional Miguel Torga, pelo livro «Trasfega».
Foi agraciado em 2001 com a Ordem do Infante D. Henrique.«Ciclone de Setembro«, »Grito em Chamas«, »Passageiro em Trânsito«, »O Braço Tatuado«, »Marilha«, »À Mesa da Tertúlia«, »A Descoberta da Cidade e outras histórias«, »Emigração e Outros Temas Ilhéus« e a tradução de A Riqueza das Nações, de Adam Smith, são algumas das suas obras.
Em 2005 foi homenageado pelos quarenta anos de vida literária pela Faculdade de Letras em conjunto com a Reitoria da Universidade de Coimbra, publicando o livro »Homenagem a Cristóvão de Aguiar - 40 anos de vida literária«.
O programa cultural completo da »Festa do Livro«, que será anunciado nos próximos dias, inclui ainda uma homenagem a uma editora do Porto, cujo nome será divulgado nessa ocasião.

In Diário Digital / Lusa

30-01-2008 16:39:00

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Paulo Quintela e Cristóvão de Aguiar, por Bárbara Borges.





















Óleo sobre tela, Bárbara Borges, Coimbra-2006.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

domingo, 27 de janeiro de 2008

MEMÓRIAS DO ROCK PORTUGUÊS, 3.ª EDIÇÃO, DE ARISTIDES DUARTE, Professor, Jornalista, Bloguista e Melómano.

CLICAR TÍTULO PARA VER O BLOGUE ROCK EM PORTUGAL E ADQUIRIR A OBRA.




















Prefácio de António Manuel Ribeiro (UHF)
Faz-nos falta a memória para sabermos do hoje.

Há tarefas que são profundamente necessárias à nossa vida colectiva destes dias e, no entanto, permanecem ignoradas, esquecidas, até porque os tempos de aperto aconselham a sobrevivência desesperada. Mas, como no exemplo recorrente do deserto (para mim um local sempre purificador, um espelho), a imagem que não é miragem mostra que há vida e beleza para usufruir.
Tudo isto a propósito da responsabilidade que é prefaciar este compêndio do conhecimento musical português moderno do João.
Era uma história que faltava fazer, com lucidez jornalística, usando os traços fortes da síntese (a crítica fica para depois, para quem adquire a obra e a ouve), delineando a história do Pop/Rock luso com raízes antes da revolução política de Abril de 1974 até aos nossos dias. Primeiro, os movimentos, as modas musicais suscitadas em cada época; depois as biografias dos artistas e dos grupos; e por fim a escolha e (aí sim) a crítica discográfica com toda a vontade de mostrar e nenhuma de destruir.
Conheci o João através de uns recortes que regularmente recebia de uma empresa especializada em analisar e tratar notícias. Naturalmente o material recebido era sobre os UHF. Várias vezes parei para analisar o que um sujeito, desterrado na fria, forte e farta Guarda, escrevia sobre nós e sobre os meus colegas de aventura nos finais dos anos 70. Acreditem que, por várias vezes, fiquei espantado com a minúcia dos factos relatados. Glória a este homem que tem memória, pensei amiúde; aplausos para este melómano do Rock português e periféricos, reafirmo. Ainda bem que todo esse trabalho e toda essa paixão preocupada correram para este livro que agora começais a abrir.
Mais tarde encontrei o João Aristides Duarte ligado ao mundo dos espectáculos na sua região: fazia-o por hobby; importava-lhe que o artista contratado para a festa na terrinha tivesse obra de valor e qualidade cénica. Habituei-me, nesta profissão a que pertenço há tanto tempo, que não está felizmente tudo adquirido: há sempre, um pouco por aí, como as belezas naturais que as promoções turísticas formatadas esquecem, qualquer coisa de bom, de intrinsecamente nosso, por descobrir – o João é um artífice desses.
É preciso também referir neste ponto da prosa que ele é professor primário, por isso ocupado, por isso a sentir na pele e no carácter o reboliço destes tempos de encruzilhada social. Manter ao longo de oito anos uma crónica regular de pesquisa e análise do que se fez (história) na música portuguesa moderna, mantendo actualizada a escuta do que se faz no presente (há cada vez mais discos com edição de autor difíceis de encontrar), é obra! Tiro-lhe o chapéu, naturalmente.
“Memórias do Rock Português” vem completar a amostragem da nossa música popular iniciada com “Escrítica Pop” (Ed. Assírio & Alvim, 1982, com reedição em 2003), de Miguel Esteves Cardoso; “A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portugal” (Ed. Bertrand, 1984), de António A. Duarte; “Musa Lusa” (Ed. Hugin, 1997), de Jorge Lima Barreto; “Os Melhores Álbuns da Música Popular Portuguesa” (Ed. Jornal Público, 1998), de vários autores; e “Música Ligeira Portuguesa” (Ed. Círculo de Leitores, 1998), de Luís Pinheiro de Almeida e João Pinheiro de Almeida. É, naturalmente, o mais completo de todos, não só por ser o último mas também porque cuidou de ir atrás no tempo, cruzando nomes, projectos alternativos com elementos de bandas estabelecidas (uma peculiaridade muito nossa), desenhando na areia do deserto, onde quase sempre a música vive (cada um de per si), os trilhos das fugas dos músicos em busca de novas e noivas experiências.
Obrigado, senhor professor, pelo seu tempo, por este cuidado e pela coragem de reunir o seu conhecimento sobre nós em livro.

António Manuel Ribeiro (UHF)

Músico
Fevereiro de 2006

O PODIUM SCRIPTAE RECOMENDA ESTA GRANDE ENCICLOPÉDIA DO ROCK PORTUGUÊS.

1940 - O BERÇO DE CRISTÓVÃO DE AGUIAR

sábado, 26 de janeiro de 2008

PARABÉNS BASTONÁRIO MARINHO PINTO. VIVA A JUSTIÇA!

AO VER O MEU BASTONÁRIO COMEÇO A ACREDITAR QUE VAI SER POSSÍVEL MORALIZAR A POLÍTICA E A JUSTIÇA E DAR CABO DE MUITOS CANALHAS QUE POR AÍ POLULAM IMPUNEMENTE.
MUITO OBRIGADO BASTONÁRIO MARINHO PINTO, ÉS O ORGULHO DA ADVOCACIA E PORTADOR DE UMA RÉSTIA DE ESPERANÇA PARA ASFALTAR O CAMINHO LAMACENTO E PANTANOSO QUE O ACTUAL PODER INSTITUIDO PERCORRE...

VIVA A JUSTIÇA!

AGORA É SÓ CARREGAR NESSA CANALHADA. HÁ EVIDÊNCIAS QUE NÃO PODEM DEIXAR DE SER CONHECIDAS E QUE RECLAMAM UM ELEVADO JUÍZO DE CENSURA POR PARTE DO PODER JUDICIAL E DA SOCIEDADE.

CONTE COM O MEU TESTEMUNHO.

ESTE CASO DE COIMBRA, QUE HÁ DIAS DENUNCIO NESTE BLOGUE, VEM AO ENCONTRO DAS SUAS DOUTAS, NECESSÁRIAS E INQUESTIONÁVEIS AFIRMAÇÕES.

7- CABOVISÃO INSTALADA EM COIMBRA DENTRO DE UM STAND ILEGAL. AUTORIDADES NAO QUEREM CONHECER DENÚNCIAS NEM INVESTIGAR.

FOTOGRAFIA TIRADA NA ENTRADA DO EDIFÍCIO RESIDENCIAL CONFINANTE.
CABOVISÃO LICENCIADA PELA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA NO INTERIOR DE UM STAND/DEPÓSITO DE AUTOMÓVEIS E SUCATAS ILEGAL.
ESTRADAS DE PORTUGAL E CÂMARA MANTÊM ZONA DE ESTRADA NESTAS CIRCUNTÂNCIAS, NUM TOTAL DESPREZO PELOS RESIDENTES.
MINISTERIO PÚBLICO NÃO CONHECEU QUALQUER ILÍCITO CRIMINAL NESTES FACTOS DEVIDAMENTE PARTICIPADOS.

DECORRIDOS 18 MESES O ÚNICO PROCESSO QUE EXISTE NA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA É UM PEDIDO DE LICENCIAMENTO EFECTUADO POR UM DOS PROPRIETARIOS.
A CABOVISÃO FOI, ATÉ AGORA, ENGENHOSAMENTE ARREDADA DOS PROCESSOS E OS RESPONSÁVEIS PELO LICENCIAMENTO ILEGAL, TAMBÉM.

HÁ, NA MINHA HUMILDE OPINIÃO, FORTES INDÍCIOS DE ILÍCITOS CRIMINAIS QUE NÃO PODEM DEIXAR DE SER INVESTIGADOS.

QUEM ERA O RESPONSÁVEL DO URBANISMO NA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA À DATA DOS FACTOS QUE SUBSCREVEU TAMANHA ILEGALIDADE?

QUEM FORAM OS TÉCNICOS QUE OMITIRAM A EXISTÊNCIA DO STAND ILEGAL À DATA DO LICENCIAMENTO DA CABOVISÃO, O MANILHAMENTO E DESVIO DE AGUAS PLUVIAIS PROVENIENTES DO IC2, A SOBREPOSIÇÃO ILEGAL DE TERRAS,COM A ELEVACAO DO SOLO A MAIS DE 1,5 m E A SUA TOTAL IMPERMEABILIZAÇÃO COM ASFALTO,EM ZONA DE CHEIA?

QUE DOCUMENTOS APRESENTOU A CABOVISAO PARA OBTER O LICENCIAMENTO?

QUAIS AS CONFRONTAÇÕES DESSE TERRENO?

COMO PUDERAM ESTES FACTOS SER OMITIDOS PELOS TÉCNICOS E TODOS OS INTERVENIENTES NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO JUNTO DA CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA?


QUEM SAO OS RESPONSÁVEIS DA ZONA PELA FISCALIZAÇÃO DE OBRAS QUE FECHARAM OS OLHOS A TAMANHA ILEGALIDADE, NAQUELA ZONA CENTRAL E MOVIMENTADA DE COIMBRA?


(CONTINUA)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

6- Câmara Municipal de Coimbra notifica sujeitos processuais para Número de Polícia ficcionado.

BURACO NA VIA PÚBLICA SEM QUALQUER PROTECÇÃO
















O número de Polícia, mais vulgarmente conhecido pelo n.º da porta, é um número atribuído a um prédio urbano pela Repartição de Finanças competente.

A Câmara Municipal de Coimbra, no âmbito desta obra ilegal, notificou e continua a notificar os sujeitos processuais para um número de polícia inexistente, e ficcionado pelo requerente.

A Câmara Municipal de Coimbra ainda não conheceu no processo o perigo que aquela construção ilegal constitui, tendo até convertido as participações apresentadas num pedido de licenciamento, por parte de um dos proprietários, cujo processo se prolonga há pelo menos 18 meses, sem que haja qualquer intervenção visível no sentido de fazer cessar esta enormidade à entrada de Coimbra.

É de assinalar que as Estradas de Portugal, no mesmo periodo de tempo, já proferiram e executaram a decisão final.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

5- Câmara Municipal de Coimbra, comprometida com estas ilegalidades.

Apesar de ser a CMC que tem competência para a fiscalização destes estabelecimentos comerciais, nada faz. Apesar de várias participações efectuadas por mim próprio e pelo meu condomínio. Esta sucateira ilegal permanece de portas abertas numa das entradas principais de Coimbra.

A CMC AlÉM DE NÃO TER EVITADO ESTE ATENTADO URBANÍSTICO COMO LHE COMPETIA, TARDA AGORA EM REPOR A LEGALIDADE!

Cyrano de Bergerac

Cyrano de Bergerac
Eugénio Macedo - 1995

TANTO MAR

A Cristóvão de Aguiar, junto
do qual este poema começou a nascer.

Atlântico até onde chega o olhar.
E o resto é lava
e flores.
Não há palavra
com tanto mar
como a palavra Açores.

Manuel Alegre
Pico 27.07.2006